Casa do Churros os inventores da maçã do amor

A maçã do amor é uma invenção paulistana. O catalão José Maria Farre Angles desembarcou com a família no Brasil em 1954 e, cheio de dificuldades, criou o doce no ano seguinte para conseguir sobreviver. As maçãs eram abundantes no país, e o que Angles fez foi cobri-las com uma calda vermelha cristalizada. As maçãs do amor eram vendidas em praças, feiras e festas juninas.

 A Casa do Churros inventores da Maça do Amor
Maça do Amor Inventada pela Família Farre da Casa do Churro

Mas ela ficou conhecida de verdade quando Angles participou da primeira UD (feira de utilidades domésticas), em 1960. Para a escolha do nome, Angles convocou uma reunião familiar. Descartadas sugestões como “maçã caramelada” ou “doce cristalizado”, o próprio patriarca sugeriu “maçã do amor”. O nome foi uma referência à maçã que expulsou Adão e Eva do Paraíso. Mas os livros registram que o norte-americano William W. Kolb teria produzido a primeira maçã do amor (ou “candy apple” em inglês) em 1908.

A Casa do Churros inventores da Maça do Amor
Leandro Farre e seu Pai Antonio. Família Farre, A Casa do Churro.

No entanto, é importante não confundir: “As maçãs carameladas realmente já existiam, mas a calda vermelha e a adição do palito são invenção do meu avô”, garante Leandro Lopes Farre, que hoje administra os negócios da família. Segundo ele, as novas características foram suficientes para a criação de uma identidade que permitiu o registro da patente no Brasil.

Atualmente, Leandro comanda a Casa do Churro, no Tatuapé. Angles também foi o homem que revolucionou o churro no Brasil. A massa é a mesma do churro típico da Espanha, também muito comum em países latino-americanos, como o México e a Argentina. Mas, em vez de servi-lo em roda, ele teve a ideia de cortá-lo e recheá-lo com doce de leite, ao inaugurar um ponto em frente às Lojas Brasileiras, na Rua Direita, em 1974. O primeiro churro recheado do mundo foi um sucesso. A Casa do Churro existe desde 1991 e seus carros-chefes são os recheios de doce de leite, chocolate, goiabada, geleia de morango e catupiry. “Meu avô patenteou estas criações”, conta Leandro. “Mas, como só ambulantes vendiam os doces, não dava para cobrar royalties deles. Agora elas já são de domínio público”.

Casa do Churro
Rua Rodrigues Barbosa, 232, Tatuapé
2671-7180 e 2671-9044
De segunda a quinta, das 10h às 22h;
De sexta a domingos e feriados, das 10h às 23h.

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